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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (30/8) a segunda etapa da Operação Conexão Lisboa, visando desarticular uma associação criminosa e combater o tráfico de entorpecentes no Aeroporto Internacional de Viracopos/Campinas. Participaram da operação o Ministério Público Federal e a Receita Federal que, juntamente com a PF, formaram uma Força-Tarefa no combate ao tráfico de entorpecentes no aeroporto.
Foram cumpridos, com apoio do Batalhão de Ações Especiais de Polícia - BAEP/SP e da Guarda Municipal de Campinas, dois mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão.
Após investigação, a força-tarefa conseguiu identificar dois envolvidos na logística para colocar droga no sítio aeroportuário utilizando-se possivelmente de empresa contratada para prestação de serviços no aeroporto.
A primeira etapa da operação iniciou em março/18, quando foram apreendidos 153 kg de cocaína. Verificou-se que, durante o carregamento da aeronave, um operador de trator se aproximou com 4 malas da referida aeronave, alegando tê-las encontrado no banheiro e que, segundo ele, pertenciam ao voo. Em seguida, deixou-as próximas à aeronave, dando a entender que as bagagens deveriam ser embarcadas. Antes que as malas pudessem ser embarcadas no avião, uma equipe percebeu que nenhumas delas havia passado pelos canais usuais de inspeção. As referidas bagagens estavam com etiquetas fora do padrão usual daquele operador aéreo e sem o lacre de costume. Elas voltaram ao aeroporto para devida inspeção. Em continuidade, após o procedimento do raio-x, a droga foi encontrada e apreendida pela Polícia Federal (153 kg de cocaína).
Os investigados responderão, na medida de sua culpabilidade, por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, com penas de cinco a quinze anos.
O nome da operação é uma alusão ao modus operandi do esquema, ou seja, remessa de droga Lisboa/Brasil.

Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal em Campinas/SP

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