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PF bate recorde de prisões por pedofilia PDF Imprimir E-mail
Agência Ansef   
28-Jul-2010

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          A Operação Tapete da Persa, da Polícia Federal (PF), bateu segunda-feira passada o recorde de prisões em flagrante por pedofilia na internet: 20 pessoas foram detidas por posse de material que contém pornografia infantil. Iniciada na manhã de anteontem, a operação da Polícia Federal já cumpriu metade dos 81 mandados de busca e apreensão em 54 cidades e nove Estados.  
          Em Goiás, a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da Capital, durante a operação de repressão a crimes de pornografia na internet. Foram apreendidos materiais de informática como HDs, CDs e DVDs, além de aparelhos de telefone celular. A operação foi coordenada pela sede da Polícia Federal, em Brasília (DF). 
          Os criminosos poderão, se condenados, permanecer por mais de 15 anos em reclusão, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Constituição Federal. Entre os presos em flagrante estão quatro idosos e um coronel da Polícia Militar. Além das prisões, três pessoas foram indiciadas, pois não estavam no local do crime no momento em que a polícia fez a abordagem.
          De acordo com o chefe do Grupo Especial de Combate aos Crimes de Ódio e à Pornografia Infantil na Internet da PF, delegado Stênio Santos Souza, foram apreendidas diversas imagens compiladas em vídeo que mostravam abusos cometidos contra crianças. Armas e drogas também foram encontradas nas casas de alguns acusados de pedofilia. “São imagens degradantes que fazem com que a gente sinta que há menos humanidade no mundo. Essa impressão é passada pela facilidade com que esse material é propagado pela internet”, disse Souza.
          Segundo o delegado Marcelo Bórsio, do Grupo Especial de Combate aos Crimes de Ódio e à Pornografia Infantil na Internet, dos 20 casos de prisão, de 25% a 30% das pessoas que portavam material pornográfico também praticavam os abusos contra crianças. “É triste falar isso, mas essas pessoas que compartilham fotos também promovem os abusos sexuais infantis.” A operação fez buscas e apreensões em Alagoas, no Ceará, em Goiás, Minas Gerais, no Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, São Paulo e no Distrito Federal. A PF atuou em cooperação com a Interpol, a polícia internacional, e a Polícia Criminal de Baden-Württenberg, da Alemanha.
          Durante uma operação da polícia alemã, deflagrada em junho de 2009, foi identificado o compartilhamento de material pornográfico entre pedófilos de vários países, inclusive do Brasil. A PF foi informada dos crimes pela Interpol, no final de 2008 e já no primeiro semestre de 2009 a unidade central da PF para crimes de pedofilia iniciou investigações para identificação dos locais usados pelos suspeitos para cometimento dos crimes no Brasil

Conteúdo
          O conteúdo das imagens apreendidas chocou os policiais envolvidos na operação, pela ousadia dos pedófilos e o grau de perversão praticado contra crianças de idade tenra, alguns recém-nascidos. O nome da operação faz alusão a um dos vídeos compartilhados por pedófilos numa rede ponto a ponto, com imagens degradantes de uma criança de seis anos de idade sendo abusada sexualmente. O pano de fundo da cena é um tapete persa.
          Marcelo Bórsio fez um alerta para que as famílias brasileiras redobrem as atenções ante o aumento dos casos de aliciamento de menores pela internet. Muitos são convencidos a exibir suas partes íntimas pela webcam, simular masturbação ou mesmo fazer sexo com outras crianças. 
          Há casos em que as vítimas são atraídas para encontros, mediante oferta de presentes, ou um programa infantil. Na maior parte, os vilões são homens adultos e instruídos, com padrão de vida de razoável a bom. Mas há também casos de mulheres abusando de meninas. (AE)
 
Rede de prostituição infantil em Jacilândia
Cláudio Barros - da editoria de cidades

          Três pessoas foram presas, na manhã de ontem, no distrito de Jacilândia, município de Itapirapuã, no oeste do Estado. Os detidos são suspeitos de envolvimento em uma rede de prostituição infantil formada por outras quatro pessoas, detidas há cerca de 60 dias, quando a polícia de Jussara, a 228 quilômetros de Goiânia, iniciou as investigações. 
          De acordo com o delegado Humberto Teófilo Neto, que responde pelas delegacias de Jussara e Itapirapuã, as prisões aconteceram após a Justiça ter decretado a prisão preventiva dos suspeitos e expedido mandados de busca e apreensão. A rede de prostituição funcionava há mais de dois anos. As vítimas têm de oito a 14 anos.
          Ontem foram presos João Toquinho, Miltinho, que tem cerca de 50 anos, e Fábio Esculacho, 25 anos. Este, inclusive, tem passagens por tráfico, furto e posse ilegal de arma de fogo. Já estavam presos, Zé dos Reis, com passagem por tráfico, Zé Oswaldo, Manduca e Tião do Posto, que, segundo o delegado, tem uma extensa ficha de crimes. 
          Segundo o delegado Humberto Teófilo Neto, a polícia apreendeu farto material de pornografia infantil, roupas íntimas e vídeos infantis. Sete meninas entre 8 e 14 anos confirmaram, em depoimento, que recebiam de R$ 2 a R$ 10, salgadinhos, chocolates e até drogas pelos programas que eram intermediados por outros dois adolescentes. 
          Um dos suspeitos, informa o delegado, era tio e avô de algumas vítimas e tinha um comércio em frente ao colégio onde as meninas estudavam. “Ele abusa das netas e das sobrinhas”, comenta Humberto. Os abusos, segundo o delegado, eram cometidos nas casas dos próprios suspeitos onde foram apreendidos o material pornogáfico. 
          O delegado Humberto Teófilo Neto não acredita na participação de mais pessoas nos crimes. Todos os suspeitos foram encaminhados para a cadeia de Itapirapuã, a 30 quilômetros de Jussara, e vão responder pelos crimes de estupro de vulnerável, satisfação de lascívia mediante crianças e adolescentes, favorecimento à prostituição e corrupção de menores.

Garavelo
          Um homem foi detido na madrugada de ontem, no Setor Garavelo B, em Aparecida de Goiânia, por gerenciar um bar que funcionava como casa de prostituição. Durante a abordagem, uma equipe da Polícia Militar (PM-GO) constatou que no local também eram feitos programas, inclusive com garotas menores de idade.
          Guilherme Ribeiro de Andrade, 25, suposto gerente do estabelecimento, foi detido em flagrante por corrupção de menores e encaminhado para a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). Uma menor de 16 anos foi encontrada no local.
          A polícia realizou uma busca no estabelecimento e apreendeu um revólver calibre 38, uma espingarda calibre 32 e várias munições, além de oito pacotes de pólvora, de camisinha e cadernos com anotações de possíveis programas realizados pelas garotas que trabalhavam no local.

Fonte: Diário da Manhã, 28 de julho de 2010, e Agências de notícias

 
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